Base de Dados Relacional: MySQL
O MySQL surgiu em meados dos anos 1990, num momento em que a web começava a expandir-se rapidamente e as empresas precisavam de um forma eficiente e económica de armazenar e aceder a dados estruturados. Antes disso, os sistemas de bases de dados eram, em geral, caros, complexos e voltados a grandes instituições, naquela época as soluções de bases de dados que tinham o domínio do mercado eram, a Oracle, IBM DB2 e Microsoft SQL Server.
Foi neste contexto que Michael Widenius, David Axmark e Allan Larsson criaram o MySQL, com a ideia de oferecer uma alternativa leve, gratuita e de código aberto que pudesse ser usada tanto em pequenos proectos como em sistemas de larga escala. O MySQL tinha o poder do modelo relacional, que era baseado em tabelas, chaves e relações, com uma implementação mais voltada para a web, especialmente quando é usado com a linguagem de programação PHP e o servidor Apache, formando assim uma variação de Stacks como LAMP(Linux, Apache, MySQL, PHP), WAMP(Windows, Apache, MySQL, PHP), MAMP(Macintosh, Apache, MySQL, PHP) e XAMPP(Cross-platform, Apache, MariaDB, PHP, Perl).
O grande diferencial do MySQL era a sua simplicidade e velocidade. Enquanto os bancos de dados comerciais exigiam servidores potentes e licenças caras, o MySQL podia ser instalado em praticamente qualquer máquina, tornando-se a escolha natural para startups, programadores independentes e aplicações web emergentes. À medida que a internet crescia, o MySQL tornava-se a base de empresas gigantes tal como o Facebook, YouTube e WordPress, sendo assim considerado um dos pilares da era da informação online.
Actualmente o MySQL continua a ser uma das bases de dados mais utilizadas do mundo, só que, também já vem integrado para ambientes de cloud computing e possui também uma enorme comunidade global super activa. Do MySQL surgiu uma outra ideia o MariaDB.
Em 2008, a Sun Microsystems comprou o MySQL, e um ano depois, em 2009, a Oracle por usa vez adquiriu a Sun Microsystems. Essa aquisição gerou preocupações na comunidade de open source (código aberto), de que o MySQL pudesse a se tornar um produto comercial ou de código fechado.
Como resposta a essa situação, Michael "Monty" Widenius, um dos criadores originais do MySQL, lançou o MariaDB em 2009. Essa solução foi criada como uma ramificação (ou fork) do MySQL para que o projecto pudesse continuar a ser desenvolvido de forma totalmente aberta e sob a licença GNU GPL. Uma coisa interessante disso, é que o MariaDB foi projecto para ser totalmente compatível com o MySQL, permitindo que os usuários migrassem de um para o outro com facilidade e em muitos casos, utilizando ambos os sistemas como se fosse o mesmo.
Primeiros comandos no MySQL
Para perceber melhor o funcionamento do MySQL, basta experimentar alguns dos comandos básicos. Depois de instalar o servidor MySQL, você pode usar uma das stacks citadas acima, dependendo do sistema operacional que estiver a usar. Todas essas stacks já vem com o MySQL ou MariaDB instalado, tornando fácil o processo de instalação e uso do MySQL no seu computador pessoal.
Primeiro você pode aceder ao MySQL usando o seu terminal, por exemplo:
Após usar esse comando, você terá um prompt, pedindo password, se não tiver configurado nenhuma, é só clicar em "Enter".
Após a autenticação, é possível criar uma base de dados usando o comando a abaixo:
Em seguida podemos criar uma tabela simples,
Para insesir dados, use o comando abaixo:
E para consultar os registos,
Estes comandos representam o núcleo da linguagem SQL, que seria basicamente criar, inserir e consultar dados, e mostram a filosofia do MySQL, que é, fazer o essencial de forma simples e directa.
Como isto se relaciona com o armazenamento em nuvem?
A relação é directa. Assim como o armazenamento em objecto trouxe uma nova forma de guardar ficheiros de forma escalável e económica, o MySQL representou uma revolução semelhante no mundo dos dados estruturados. E quando falamos de computação em nuvem, essa combinação tornou-se essencial.
Por exemplo, serviços como Amazon RDS, Google Cloud SQL e Azure Database for MySQL permitem que você execute instâncias de MySQL totalmente geridas, com alta disponibilidade, backups, automáticos e escalabilidade elática, sem que o utilizador precise preocupar-se com a infraestrutura por baixo.
Na sua essência o MySQL deixou de ser apenas um software que se instala num servidor local e transformou-se num serviço distribuído, que opera em múltiplas zonas de disponibilidade, integrando-se de forma harmônica e perfeita com o ecossistema moderna da cloud. É a mesma ideia dos anos 90, mantendo simplicidade e acessibilidade, só que agora possui também o poder da elasticidade da infraestructura global da nuvem.
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