Sys Admin (ep. 03, parte 8-5) - Permissões (modificar permissões de ficheiros e directórios)


Com base no artigo anterior, onde exploramos um pouco do umask (ferramenta usada para definir permissões padrão), neste artigo iremos explorar o poderoso comando chmod, que permite a modificação activa e precisa desses direitos de acesso. Essa ferramenta permite alterar permissões de leitura (r), escrita (w) e execução (x) de forma dinâmica, adaptando-as para o proprietário (u), o grupo (g) e todos os outros (o) utilizadores. Nesta publicação, vamos aprofundar a utilização prática do chmod, abrangendo tanto a sua notação simbólica intuitiva como a sua representação octal eficiente. Compreender como utilizar este comando é fundamental para gerir a segurança e a colaboração em qualquer sistema Linux, tornando-o uma competência essencial tanto para administradores como para utilizadores
 
Comecemos por lembrar: existem 3 tipos fundamentais de permissão de acesso que são leitura (r), escrita (w) e execução (x).
Essas permissões são atribuídas sistematicamente a três entidades distintas que são o proprietário do ficheiro (u), o grupo (g) e todos os outros utilizadores (o).
 
Vamos então ver alguns exemplos de como atribuir permissoẽs usando o comando chmod. Comecemos usando o modo numérico. Vejá o exemplo abaixo.

Vamos a parte prática. No exemplo abaixo corremos o comando ls -l para verifcar primeiro permissões no ficheiro relatorio.xlsx. Antes de ser modificado, as pemissoẽs no ficheiro são -rw-------, que significa permissão de leitura e escrita para o proprietário e sem nenhuma permissão para grupos e outros. De seguida corremos o comando da imagem acima para atribuir previlégios totais a todos. Vejá abaixo.

Veja abaixo o resumo do exemplo acima.
 
Remover permissão de execução para todos.


Remover todas permissões para outros utilizadores.
 

Atribuir permissões totais ao proprietário, leitura e execução ao grupo e apenas leitura aos outros.


Podemos também aplicar permissões a toda uma estrutura de directórios usando o comando chmod mais a opção recursiva -R, que é um recurso que permite modificar permissões não apenas para um directório, mas para todos ficheiros e subdirectórios contidos nele em uma única operação. Vejamos o exemplo abaixo, em que o directório Importantes contém dentro dele ficheiros com certas permissões, e vamos atribuir a este directório assim como para ficheiros dentro dele, permissoẽs totais para todos.

Modo simbólico

O modo simbólico do comando chmod oferece uma maneira intuitiva de modificar permissões usando operadores e símbolos legíveis por humanos. Esse método permite definir alterações de forma clara, especificando quem (u/g/o), qual acção (+//=) e quais permissões (r/w/x) alterar, tornando os ajustes precisos e mais simples.

Vejamos os exemplos abaixo.
 
Remover permissão de escrita e execussão para para grupos e outros. 


Remover permissão de escrita e execussão ao grupo.
 

Adicionar permissão de execussão ao proprietário.


Adicionar permissão de leitura e escrita para grupo, e apenas leitura para outros. 
 

Seja utilizando o modo simbólico intuitivo e legível por humanos ou o modo numérico eficiente e compacto, o comando chmod fornece um kit de ferramentas completo e versátil para gerir permissões de ficheiros no Linux. Ambas abordagens permitem criar permutações praticamente ilimitadas de direitos de acesso, de modo que se possa alcançar qualquer modelo de segurança específico ou configuração colaborativa necessária. Dominar esses métodos permite controlar com precisão critérios de segurança de um sistema. 

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